sábado, 28 de março de 2015

Pagamento do Governo Brasileiro Pelo Cargueiro Militar Preocupa Embraer


O fluxo de pagamento por parte do governo em relação ao desenvolvimento do cargueiro militar KC-390 ainda é uma preocupação presente para a Embraer, de acordo com Frederico Curado, diretor-presidente da empresa. “É uma discussão constante. Vamos ter que esperar pelo fechamento do trimestre para comentar se tivemos uma melhoria ou aumento de contas a receber. Mas é uma preocupação ainda presente”, ressaltou.
Curado também comentou que o dólar nos patamares atuais ajuda a empresa, mas não é um diferencial para os resultados da companhia. “O efeito do câmbio, para nós, não é dramático, nem para mais nem para menos. Mas, temos uma parte de custos em reais que se beneficia de um dólar fortalecido. É um vento de cauda, mas não chega a ser determinante na nossa vida”, afirmou.
A Citi Corretora disse em relatório que é preciso de muito mais do que o câmbio para ficar otimista com a Embraer. Segundo uma das leis mais em voga no mercado ultimamente, quando o dólar sobe, as ações de empresas com perfil exportador também se valorizam. Com isto em mente, a Embraer deveria estar em uma situação bastante confortável este ano, com um acúmulo de 15% de desvalorização da nossa moeda em relação à divisa dos EUA, mas não é o que se tem visto.
Apesar de beneficiada pela depreciação cambial, já que possui suas receitas na moeda norte-americana e despesas em real, a ação da empresa cai 1,44% desde 1º de janeiro. O desempenho é bem mais fraco que o de outras exportadoras como Fibria e Suzano, que sobem 32% e 30%, respectivamente. Uma das razões para isso é que a participação brasileira cada vez maior na receita da companhia tem reduzido esta vantagem cambial. Consequentemente, a Citi cortou o preço-alvo das ações da indústria produtora de aviões de R$ 29,50 para R$ 25,16.



Fonte: Poder Aéreo

sexta-feira, 27 de março de 2015

Eslováquia de Olho no KC-390


O chanceler da Eslováquia, Miroslav Lajčák, em sua primeira visita oficial ao Brasil, foi recebido, nessa quarta-feira (25), pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Durante o encontro, Miroslav Lajcák manifestou o interesse do seu país de estreitar o comércio bilateral com o Brasil.

Uma das propostas em análise é a compra do cargueiro KC-390 e de outras aeronaves produzidas pela Embraer. O governo eslovaco planeja substituir, ainda em 2015, suas aeronaves de uso oficial, de fabricação russa. Também foram avaliadas possibilidades de aumento do comércio e dos investimentos, o incremento da cooperação em defesa e a expansão das empresas brasileiras na Eslováquia.

“O Brasil é de longe, o principal parceiro comercial na América Latina da Eslováquia e devemos continuar a avançar para uma zona de livre comércio entre os dois países”, disse Miroslav Lajcák. A Eslováquia é o principal destino dos investimentos brasileiros na Europa central. Em 2014, o intercâmbio comercial entre os dois países registrou valor de US$ 165,8 milhões. A pauta comercial entre os dois países está concentrada em produtos manufaturados.

O Brasil também foi um dos primeiros países a reconhecer a independência da Eslováquia, após o chamado Divórcio de Veludo, que dissolveu a Tchecoslováquia em 1º de janeiro de 1993. No mesmo ano, a Eslováquia instalou sua Embaixada residente em Brasília. O Brasil inaugurou Embaixada em Bratislava em 2008. Confira mais detalhes sobre a relação entre os dois países:

Área multilateral

Na área multilateral, o chanceler eslovaco e Mauro Vieira trataram das relações entre o Brasil e a União Europeia, a próxima Cúpula Celac-UE, a reforma das instituições de governança global e o processo de sucessão do Secretário-Geral das Nações Unidas. As autoridades dos dois países avaliaram ainda a possibilidade de cooperação entre o Brasil e o chamado Grupo de Visegrád (V-4), que reúne, além da Eslováquia, Hungria, Polônia e República Tcheca.

Criado em 1991, o V-4 busca hoje fortalecer a voz dos pequenos países europeus frente às grandes potências e explorar modalidades de diálogo e cooperação com terceiros países (o chamado V4+1) em áreas como ciência, comércio e investimentos, cultura, energia, meio ambiente e turismo.

”Esperamos intensificar nossas relações comerciais com a Eslováquia, não apenas na área da aviação e defesa, mas também na área educacional com o Programa Ciência sem Fronteiras”, afirmou o vice-presidente Michel Temer.

Com o Brasil, o grupo realizou, em Bratislava, em 2013, reunião de Ministros da Defesa, da qual o ministro brasileiro participou na condição de primeiro convidado de país não europeu.



Fonte: Portal Brasil via NOTIMP - FAB

quarta-feira, 25 de março de 2015

Voo da Gol Retorna ao Aeroporto Confins Após Falta de Luz no Aeroporto de Montes Claros


O fato inusitado aconteceu na noite desta quarta-feira 25/03 por volta das 18h40min da noite, o voo G3 1478 da companhia Gol Linhas Aéreas que partiu do Aeroporto Internacional Tancredo Neves em (Confins) região metropolitana de Belo Horizonte com destino a Montes Claros teve que retornar ao aeroporto de Confins (CNF) devido à falta de luz no aeroporto de Montes Claros.

O Boeing 737-700 chegou a sobrevoar as proximidades da cidade de Montes Claros, aguardando que o problema fosse solucionado, mais devido a espera de mais de 20 minutos a companhia aérea optou que a aeronave retornasse ao aeroporto de Confins.

Segundo a Infraero o problema da falta de luz ocorreu devido a uma falha no gerador de energia, ocasionando o não funcionamento das luzes da pista de pouso e taxiamento, que auxiliam os pilotos nós pousos e decolagens.  
O voo G3 1478 retornou para Montes Claros por volta das 21h00min, retornando logo em seguida para o aeroporto de Confins cumprindo voo G3 1479.




Fonte: Infraero

terça-feira, 24 de março de 2015

Primeiro Boeing 737-400F da Modern Logistics Chega em Maio


A Modern Logistics, a mais nova empresa de logística integrada do Brasil, vai receber o primeiro Boeing 737-400F da frota em maio. Até o fim do ano serão três modelos deste em operação, capazes de transportar 20 toneladas de carga cada um. No próximo ano, chegarão os dois primeiros ATR-72F e mais seis Boeing 737-400F. E até 2020 serão 36 aeronaves na frota da Modern Logistics.
Resultado de um investimento de US$ 75 milhões, a empresa vai oferecer serviços logísticos que englobam toda a cadeia para os clientes, do embarque à entrega. Para isso, vai contar com transporte aéreo próprio, armazenagem também própria com 15 centros de distribuição e transporte terrestre com parceiros estratégicos. Entre eles, empresas como Transportadora Americana TA, Braspress, Jadlog, Atlas, Termaco e Covre.
Na primeira fase da Modern Logistics, serão instalados centros de distribuição em Jundiaí (já pronto), Campinas (no aeroporto de Viracopos, em obras), Manaus, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba. Cada um com capacidade mínima de 5 mil metros quadrados, exceto o de Viracopos que terá 10 mil metros quadrados. Com a chegada da primeira aeronave, os voos vão ligar Campinas a Manaus e, em seguida, começará a funcionar a estrutura de Recife. Sempre com os voos e os centros de distribuição, alinhados com o transporte terrestre.
A Modern Logistics vai se especializar em logística para produtos de alto valor agregado, eletroeletrônicos, medicamentos e produtos refrigerados. Para isso, todas as certificações estão sendo feitas, incluindo as da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). A Modern Logistics é comandada por executivos que fundaram a Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Mais informações em www.modern.com.br


Fonte: Aeroin

Airbus A320 da Germanwings Cai na França Com 150 Pessoas a Bordo, Veja as Principais Hipóteses do Acidente

O Acidente:


Um avião Airbus A320 caiu a sudeste dos Alpes franceses, segundo agentes de segurança citados pela agência de notícias AFP.



Um total de 150 pessoas estava a bordo, sendo seis tripulantes e 144 passageiros.
A aeronave pertence à Germanwings, uma afiliada da empresa alemã Lufthansa, e viajava de Barcelona, na Espanha, em direção a Dusseldorf, na Alemanha.
O voo 4U9525 havia decolado de Barcelona, na Espanha, e seguia para Düsseldorf, na Alemanha, quando caiu em um local montanhoso e de difícil acesso no interior da França.

Helicópteros de resgate não conseguiram pousar na região e, por este motivo, espera-se que recuperação dos corpos das vítimas da tragédia dure dias. No momento, 210 policiais e bombeiros estão auxiliando nas buscas.


Uma testemunha que se encontrava na região contou ter visto o Airbus voando em uma altitude baixa demais e que estranhou esse fato, pois “não conseguiria atravessar as montanhas”. Afirmou, contudo, não ter visto sinais de fumaça ou ouvido qualquer barulho estranho.
Pane técnica, erro de pilotagem, ato terrorista: todas as hipóteses estão sendo consideradas para explicar o acidente com o Airbus A320 da Germanwings que caiu nesta terça-feira, no sudoeste da França, matando 150 pessoas.
Pedido de Socorro:
"O piloto não emitiu um pedido de socorro (mayday). É o controle aéreo que decide declarar uma situação de emergência, caso haja a perda de contato com a tripulação e o avião", segundo a Direção Geral da Aviação Civil francesa. "Foi a conjunção da perda de contato por rádio com a direção descendente que levou o controle aéreo a declarar a emergência, às 9h30 GMT (10h30 local)".
"Não é surpresa que ele (o piloto) não tenha feito o 'mayday'. É a última coisa que se faz em um procedimento de emergência. A prioridade é controlar a trajetória do avião", explicou o comandante de uma grande companhia aérea.

As Principais Hipóteses:
"Neste momento, nenhuma hipótese pode ser descartada", afirmou o primeiro-ministro francês, Manuel Valls.
Apenas a recuperação das caixas-pretas e um trabalho minucioso de análise dos destroços e dos corpos permitirão determinar o cenário do acidente.
"Pode ter sido um problema técnico, um problema não técnico, ou uma reação inadequada da tripulação diante de uma situação difícil, como no voo AF447" da AirFrance entre Rio e Paris, que caiu no Atlântico, resumiu um especialista em Aeronáutica.
Rara Possibilidade de Atentado:
"Uma cena apocalíptica", declarou o deputado Christophe Castaner, que sobrevoou o local do acidente de helicóptero ao lado do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. "Não sobrou nada além de destroços e corpos (...) mas a pista terrorista não é privilegiada".
Se os destroços estão concentrados em uma zona limitada, fica altamente improvável que o incidente tenha sido provocado por um atentado com explosivos.
"Quando um avião explode em pleno voo, os destroços são espalhados por um raio de vários quilômetros, como ocorreu com o avião da Malaysia (Airlines) na Ucrânia", acrescentou um especialista.
Não se descarta um desvio de rota do avião que teria levado ao acidente.
"Neste momento, consideramos que se trata de um acidente, e qualquer outra coisa não passa de especulação", afirmou Heike Birlenbach, vice-presidente da Lufthansa, matriz da Germanwings.

O Que Diz a Trajetória do Avião:
"Um avião que desce diante de um relevo não reflete um comportamento normal de um piloto profissional. Isto traduz, provavelmente, uma incapacidade dos pilotos de controlar a trajetória", comentou um comandante que já sobrevoou dezenas de vezes a zona do acidente.
O comandante acrescenta que o avião não caiu em picado, descendo 3 mil pés por minuto, segundo as primeiras informações. "Isto não parece, portanto, uma descida de emergência", completou.
"Os pilotos podem ter enfrentado um incêndio com emanação de fumaça tóxica na cabine, o que os levaria a assistir impotentes à descida do aparelho", disse sobre a presença de baterias de lítio muito inflamáveis.
A Idade do Avião:
Não é a idade do avião que determina seu grau de confiabilidade e de segurança. Alguns aparelhos da Segunda Guerra Mundial são tão confiáveis quanto aviões de última geração. Tudo depende da manutenção.
Os aviões de companhias sérias são revisados regularmente e inspecionados pelos pilotos antes de cada voo, além de cumprir um calendário preciso de manutenção determinado pelos fabricantes.
O Airbus da Germanwings, entregue em 1991 à Lufthansa, passou por uma minuciosa revisão no verão de 2013, anunciou um diretor da companhia, Thomas Winkelmann.
"Mas não se pode excluir um fenômeno estrutural: um colapso de parte da estrutura devido à ausência de uma manutenção adequada, ou um problema em uma peça em particular que surgiu após dezenas de milhares de horas de voo.
Prioridades Após o Acidente:
Isolar a zona do acidente, localizar os destroços e as caixas-pretas, localizar os corpos das vítimas e reunir os fragmentos para permitir - por meios técnicos e humanos - a abertura de uma investigação.
A investigação segue com a análise dos dados e das comunicações de rádio, assim como com o controle da documentação técnica do aparelho, para se avaliar as operações de manutenção, além da situação da tripulação.



Fonte: Exame